sexta-feira, 11 de julho de 2014

O perigo do subjetivismo

Trago está citação do teólogo pentecostal britânico Donald Bridge, onde ele enfatiza o perigo do subjetivismo. É uma citação importante e também provêm de um pentecostal, onde é o movimento que mais sofre com essa questão. Segue abaixo a citação:


''O subjetivista pensa constantemente que "Deus lhe manda" fazer coisas [...] Os subjetivistas são com frequência muito sinceros, muitos dedicados e dominados por um compromisso tal de obedecer a Deus que envergonham os cristãos mais prudentes. Entretanto, estão trilhando um caminho perigoso. Os ancestrais deles já o percorreram antes, e sempre com resultados desastrados a longo prazo. Sentimentos internos e inspirações especiais são, pela própria natureza, subjetivos. A Bíblia fornece nossa orientação objetiva.'' [1]

Referência: [1] BRIDGE, Donald. Signs and Wonders Today. 1 ed. Leicester: Inter- Varsity Press, 1985. p 183. em: GRUDEM, Wayne. Teologia Sistemática. 2 ed. São Paulo: Vida Nova, 2010. p 901. OBS: Retirado do Blog teologia pentecostal do Gutierres Siqueira.



quinta-feira, 10 de julho de 2014

O papel da teologia reformada no cristianismo global - Franklin Ferreira

Recomendo que assistam esse ótimo vídeo do Franklin ferreira tratando do papel da teologia reformado em todo contexto da tradição cristã.


O exclusivismo de alguns reformados

Estou impressionado com a postura de alguns reformados em relação ao pentecostalismo ultimamente. Alguns, de forma exclusivista, têm excluído não só o pentecostalismo, mas também outras tradições do cristianismo, colocando-as em cheque por discordarem em alguns pontos secundários da fé cristã.

Um amigo comentou comigo há pouco tempo que um desses "exclusivistas" até ficou em dúvida em relação à salvação de homens como David Wilkerson e A.W. Tozer, que apresentaram evidências de salvação tanto por seus ensinos quanto por seus testemunhos, mas, por pertencerem ao pentecostalismo, esses exclusivistas não os reconhecem. Muitos que têm pensado e se portado deste modo são contra até líderes da tradição reformada que consideram os pentecostais tradicionais como irmãos na fé.

Creio que a causa desse extremo exclusivismo de alguns reformados é o fato de não saberem distinguir entre pontos fundamentais e pontos periféricos na fé cristã. Os pontos fundamentais são aqueles que todos os cristãos devem crer e que são essenciais para a salvação e a comunhão entre eles; os pontos secundários são aqueles em que podemos discordar e ainda assim continuar sendo irmãos na fé. Franklin Ferreira faz uma boa distinção sobre o assunto quando diz:"Em outras palavras, DEVEMOS FAZER UMA DISTINÇÃO ENTRE HERESIA E ERRO. A heresia é uma negação do que é essencial para a salvação, tema este que nos distingue como evangélicos. Já o erro é uma negação de algum aspecto da verdade revelada que não é essencial para a salvação. Por isso, a heresia e o erro devem ser evitados; no entanto, somente a heresia deve ser considerada um obstáculo intransponível para a comunhão."¹Não estou abrindo espaço para que nos pontos essenciais não nos preocupemos em ser bíblicos; devemos falar tudo de acordo com a sã doutrina e anunciar toda a verdade de Deus (Tito 2:1, Atos 20:27). De fato, se alguém não crer que Cristo ressuscitou, o que é um ponto fundamental na fé cristã, nossa fé é vã (1 Coríntios 15:14). Mas, se discordar sobre se o batismo é por aspersão ou imersão, isso não impedirá a pessoa de ser salva e não atrapalhará sua comunhão com o próximo.Outro problema que alguns desses reformados têm enfrentado é o fato de não saberem distinguir pentecostalismo de neopentecostalismo. Alguns dizem que abominam essas aberrações ensinadas pelo pentecostalismo, como cair no chão, unção do riso, etc. De fato, são coisas abomináveis e manifestações antibíblicas, mas historicamente não são ensinadas pelo pentecostalismo. Conheço muitos pentecostais que levam as Escrituras a sério e abominam essas práticas. Alguns ousam chamar o pentecostalismo de seita, mas quem tem se portado como seita são esses que pregam esse exclusivismo.

 Norman Geisler define o exclusivismo da seguinte maneira:"O exclusivismo religioso afirma que apenas uma religião pode ser verdadeira, e todas as outras opostas à única religião verdadeira devem ser falsas."²

De fato, em certo sentido, o cristianismo é exclusivista; somente há salvação em Cristo e somente quem crer nele será salvo (João 3:16-18,36; 14:6; Atos 4:12). Mas isto, no que tange a outras religiões, não deve se aplicar aos que professam a Cristo, pois isso é característico de seitas.É preocupante essa atitude de alguns cristãos. Muitos não estão se preocupando se tais igrejas pregam o Evangelho em si, mas se elas têm o termo "reformado" ou são cessacionistas, para serem caracterizadas como igrejas bíblicas e "aceitáveis" para eles. Não nego os erros que há no pentecostalismo, discordo em alguns pontos, mas sei que sua história e declaração de fé nunca transgrediram os principais pontos da fé cristã e que sempre houve homens sérios de Deus que proclamaram o Evangelho da glória de Cristo fielmente.Também amo a tradição reformada e considero a qual pertenço, mas se para alguns ser reformado é se portar deste modo, prefiro perder esse título para me portar de modo bíblico.

Oremos ao Senhor para que possamos amar toda a Sua verdade e, tanto nos pontos fundamentais quanto nos periféricos, possamos ser fiéis à Sua Palavra para glorificar o Seu nome. Mas, caso discordemos em pontos que não destruam o Evangelho e que não atrapalhem nossa salvação, possamos amar e ter comunhão uns com os outros, ajudando-nos mutuamente para que cresçamos na fé, instruindo cada um para que esses erros sejam corrigidos.Para encerrar, fico com as palavras de Richard Baxter: "Nas verdades fundamentais, unidade. Nas questões secundárias, liberdade. Em todas as coisas, caridade (ou amor)."
1- FERREIRA, Franklin & MYATT, Alan. Teologia Sistemática. São Paulo: Edições Vida Nova, 2008. p. XXV.
2- GEISLER, Norman L. Enciclopédia de Apologética. Editora Vida. São Paulo, SP: 2002. p. 332

segunda-feira, 7 de julho de 2014

O perigo do desequilíbrio na vida cristã - misticismo e intelectualismo

O extremismo é um perigo, principalmente no cristianismo, e isto está se tornando cada vez mais comum. A possível causa é a frieza espiritual, a falta de conhecimento bíblico, entre outras coisas. Diante disso, irei apresentar alguns extremos que devemos evitar:
1 - O EXTREMO DO MISTICISMO - O misticismo no meio evangélico é grande, ultimamente tenho me assustado com o misticismo do povo evangélico, creem em coisas excedentes. Já ouvi pessoas dizendo que viram ''anjos'', bola de fogo, cortina brilhando pela glória de Deus em tal lugar. O misticismo tem influenciado até na leitura das Escrituras, muitos abrem a bíblia de forma mistica e leem o primeiro versículo que vêem em sua frente, e dizem que Deus falou com eles, não é preciso ''pensar'' na leitura das Escrituras, ler o seu contexto gramatical e histórico, muitos pensam que o Espirito Santo nos fará lermos um texto, e como um "flash" na nossa mente Ele revelará o texto. Meus queridos leitores, Deus nos deu faculdades mentais para usarmos. Quando lemos as Escrituras, o Espírito nos ajudará a entender o texto dessa forma procurando entender o pensamento do autor de tal livro, interpretando seu contexto, tanto gramatical como histórico, para ter uma compreensão maior do pensamento do autor. O Espírito Santo quer que nós usamos nossas mentes para que possamos chegar a uma compreensão correta do texto, e assim ele nos iluminará, e chegaremos a uma compreensão correta do texto.
2- O EXTREMO DO INTELECTUALISMO - O que eu quero dizer com o extremo do intelectualismo? O que tenho visto ultimamente, é o maravilhoso crescimento do interesse por teologia por parte dos jovens. Só que tem ocorrido um grande problema; muitos não têm conseguido associar teologia com oração, e pensa que a fé é somente intelectual, muitos dos jovens saíram de uma denominação mística e emocionalista, e agora não querem cair mais nesse erro, procuram um pensamento bíblico mais firme e maduro, e isso é bom, e aconselho  aos jovem que façam isso! Mas, meus caros jovens, ter um pensamento bíblico e mais firme não é deixar seu aposento de oração. Antigamente quando vocês eram místicos, não caiam no extremismo por somente orar e não estudar as Escrituras? Então porque agora cair no extremo de uma fé fria ao ponto de extinguir o Espirito Santo? Tenho uma recomendação a vocês meu querido jovens, concilie os dois; vivam uma vida de oração e uma vida de estudo das Escrituras! Saibam conciliar os dois, pois cair em ambos os extremos é terrível para sua fé. Cresça tanto na graça quanto no conhecimento do Senhor Jesus, estude as Escrituras em uma vida de devoção, e verá como seu coração irá queimar por Cristo.
Portanto meus queridos irmãos, fujam de todos os extremos, mantenham sempre o equilíbrio bíblico, e, assim verá a verdadeira maturidade espiritual. O mesmo Deus que você estuda nas Escrituras, conheça-O no seu aposento em oração.
Quanto aos irmãos que têm caído no misticismo, estudem as Escrituras, tenham uma fé madura e bíblica, e conheçam o Deus verdadeiro que se revela nas Escrituras, pois o misticismo pode criar um Deus conforme sua imaginação, por causa da ignorância bíblica. Conheça e estude as Escrituras e maravilhe-se nela.

Referências: II Pedro 3:18, Lucas 2:52, João 1:14, II Pedro 1:2